Político (Santos, 13 de Março de 1763 – Niterói, 6 de Abril de 1838). No seu tempo, foi um dos nomes mais importantes nos círculos intelectuais do Brasil. Cientista, poeta e, sobretudo, político, foi cognominado o “Patriarca da Independência do Brasil”. Estudou Humanidades em S. Paulo ainda antes de partir para Portugal, onde se formou em Filosofia Natural e Direito Civil, na Universidade de Coimbra. Tornou-se membro da Academia Real de Ciências de Lisboa, em 1789, numa época em que deu mostras do seu saber em diversos países da Europa, ganhando fama de especialista em Geognosia e Metalurgia. De regresso a Portugal, em 1800, passou a reger a cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra, ocupou a Superintendência das Obras Públicas na mesma cidade e acabou por ser nomeado intendente-geral das Minas do Reino. Na sequência das Invasões Francesas, José Bonifácio viu-se forçado ao regresso à sua terra natal, onde passou a ter grande influência nos mais altos concílios políticos. Escolhido para ministro do Reino e dos Estrangeiros pelo, então, regente D. Pedro, em 1822, deu passos importantes numa política que culminou com a independência do Brasil, a 7 de Setembro do mesmo ano. José Bonifácio parecia talhado para ser um dos baluartes do novo país. Contudo, dissolvida a Assembleia Constituinte, exilou-se em França, durante seis anos (período durante o qual publicou, sob o pseudónimo de Américo Elísio, a obra Poesias Avulsas). No regresso ao Brasil, foi eleito deputado e, com a abdicação de D. Pedro I, foi-lhe confiada a tutória dos quatros filhos do imperador, entre eles o futuro D. Pedro II. Destituído do cargo pelo regente Feijó, retirou-se para a ilha de Paquetá.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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