Cronista (Porto, 1596? – Rio Janeiro, 29 de Setembro de 1671). Foi muito novo para o Brasil, onde se fez jesuíta em 1615. Foi professor de Humanidades, Teologia Escolástica e Moral. Depressa alcançou prestígio e, aquando da Restauração – na época secretário dos jesuítas da Baía –, teve a honra de se deslocar a Portugal, com o Padre António Vieira, para prestar homenagem a D. João IV. Superior provincial entre 1655 e 1658, iniciou a construção da igreja do Colégio da Baía (posteriormente, passou a catedral). Entre as suas obras sobressai a Crónica da Companhia de Jesus do Estado do Brasil (1663), que, no seu género, é fundamental para a historiografia portuguesa do século XVII.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)