Já neste século, bem mais perto de nós, a História nos mostra um outro momento singular em que Brasil e Portugal, cada um a seu modo, percorreram caminhos políticos convergentes no rumo de uma reafirmação democrática ansiada recentemente pelas duas nações.

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São profundas e complexas as ligações entre brasileiros e portugueses. Elas são, na verdade, antes de tudo, relações afectivas, de parentesco mesmo. Como bem apontou Álvaro de Vasconcelos: «que família portuguesa não tem parentes no Brasil? Quantas famílias brasileiras não têm parentes na terra, de onde são originários os seus avós?» Na terra de VV. Exas.

Essa intimidade ocorre também no campo cultural, facilitado por passado e idioma comuns. E aqui aproveito para responder ao nobre Deputado Medeiros Ferreira, que disse da necessidade de, cada vez mais, o Brasil internacionalizar a nossa língua, ajudando os países que falam português, fazendo crescer as suas populações, porque países que não têm um idioma falado no mundo são países que não se fortalecem para o progresso e para o desenvolvimento. Daí, serei um soldado nessa batalha que os portugueses, com justa razão, reivindicam.

“As Comemorações dos 500 Anos do Achamento do Brasil na Assembleia da República”, intervenção do Presidente do Congresso Nacional da República Federativa do Brasil, António Carlos Magalhães, na sessão solene comemorativa dos 500 anos do achamento do Brasil e de boas-vindas ao Presidente do Congresso Nacional da República Federativa do Brasil, 16 de Maio de 2000, edição da Assembleia da República, 2000, pp. 85 a 90

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