Os preparativos para a partida haviam sido iniciados na manhã de Domingo, dia 8 de Março, reunindo-se em Belém, junto à capela da Ermida de São Jerónimo, o cortejo real, com os capitães da armada e banqueiros que financiavam a expedição, sendo a cerimónia religiosa presidida pelo bispo de Ceuta, D. Diogo Ortiz, também eminente matemático e cosmógrafo, tendo nela sido benzida a bandeira da Ordem de Cristo que o Rei D. Manuel I entregaria a Pedro Álvares Cabral.

Nas palavras do cronista João de Barros (nas “Décadas da Ásia”), «A maior parte do povo de Lisboa, por ser dia de festa e mais tão celebrada por el-Rei, cobria aquelas praias e campos de Belém», assim reforçando a narrativa do ambiente festivo: «E o que mais levantava o espírito destas cousas, eram as trombetas, atabaques, cestros, tambores, flautas, pandeiros e até gaitas […]».

A frota era composta por duas divisões: a primeira, integrando, para além da nau capitânia e da sota-capitânia, cinco naus, duas caravelas, uma nau mercante e uma naveta de mantimentos, dirigia-se a Calecute, na Índia; a segunda, incluindo apenas uma nau e uma caravela redonda, tinha por destino a cidade de Sofala (no actual Moçambique).

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000

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