Integravam a esquadra capitaneada por Pedro Álvares Cabral – indigitado por carta régia em Fevereiro de 1500, assumindo efectivamente o papel de chefe militar da missão, com a condução técnica a ser assegurada por navegadores experientes, como Pêro Escobar e Nicolau Coelho, beneficiando também da experiência de Bartolomeu Dias e Diogo Dias –, num total estimado entre 1200 e 1500 tripulantes, membros de todos os estratos sociais, desde a nobreza, com destaque para os capitães das restantes 12 embarcações, até aos degredados, passando pelos imediatos, contramestres, guardas, marinheiros, grumetes e artesãos (carpinteiros, tanoeiros, sapateiros e alfaiates), para além de religiosos (com destaque para o frei D. Henrique Soares de Coimbra) e físicos ou médicos (incluindo o cirurgião Mestre João).

De acordo com carta de D. Manuel, datada de 1 de Março de 1500, de que foi portador Pedro Álvares Cabral, a entregar ao Samorim de Calecute, o rei tivera nomeadamente o cuidado de juntar com os marinheiros e soldados, «pessoas religiosas e doutrinadas na fé e religião cristã, e também ornamentos eclesiásticos para celebrarem os ofícios divinos e sacramentos», de forma a apresentar a religião praticada pelos portugueses.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000