Na mesma carta, o monarca português dava «muitos louvores ao Senhor Deus neste feito e por nos ser dito haver nessas partes gentes cristãs, que será o principal nosso desejo para convosco havermos de conversar».

Por seu lado a bula Cum sicut, do Papa Alexandre VI, de 26 de Março de 1500, viria conceder ao rei de Portugal o direito de nomear um comissário apostólico para superintender nos domínios portugueses do Cabo da Boa Esperança até à Índia.

Para além destes documentos, destacam-se ainda as instruções redigidas por Vasco da Gama – com indicações náuticas, de rota a seguir (com referência à que se tornaria famosa «volta do mar»), e sobre locais de reabastecimento de água, para além de orientações sobre a própria organização da esquadra –, assim como o regimento real, com instruções sobre o comportamento a adoptar na Índia, em particular o objectivo de impressionar o rei de Calecute, manifestando-lhe todo o interesse em estabelecer com ele paz e «boa vontade», «amizade e concórdia», a par da necessária atitude de prudência ou cautela, vistas as vicissitudes sofridas pela expedição de Vasco da Gama, para além de ordens no sentido da urgência na viagem de regresso e no cuidado na preservação da carga.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000