A chamada segunda divisão compreendia uma pequena caravela redonda (cerca de 80 homens), comandada por Bartolomeu Dias, e uma nau (com 150 homens), capitaneada por Diogo Dias (seu irmão), tendo por objectivo criar uma feitoria na cidade de Sofala (último ponto da costa oriental africana que os navios árabes alcançavam).

Depois de ter conseguido, pela primeira vez, dobrar o Cabo das Tormentas (em 1488), Bartolomeu Dias fora impedido de prosseguir caminho pela tripulação; em 1497, integrando a expedição de Vasco da Gama, tinha por missão, conforme ordem do rei, permanecer na fortaleza da Mina, na Guiné; por fim, em 1500, fazendo novamente parte de uma expedição que tinha por destino final a Índia, a sua missão limitava-se a navegar até Sofala.

O destino ditara que não chegaria nunca à Índia; em Maio de 1500, seria vítima de naufrágio no Cabo da Boa Esperança…

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000