II – As viagens

Esta segunda secção diz respeito às fontes das duas viagens de Vasco da Gama à Índia. Trata-se de uma enumeração, bastante sumária aliás (apenas 28 registos), de edições e traduções dos relatos de ambas as viagens. No que toca à primeira, a listagem não oferece dificuldades. Trata-se da famosa relação anónima, atribuída geralmente a Álvaro Velho, que foi pela primeira vez editada por Diogo Kopke e António da Costa Paiva em 1838, e que conheceu posteriormente diversas edições e traduções. A questão torna-se bem mais complexa quando abordamos a segunda viagem, dado o conjunto de fontes associado (relato anónimo, relação calcoen, informação de Tomé Lopes, etc.). Deslindar caso a caso as obras que editam uma, duas ou mais destas fontes merecia um trabalho á parte. Do mesmo modo, optou-se por não se incluir outras fontes contemporâneas que referem as viagens do Gama (João de Barros, Castanheda, Gaspar Correia, Damião de Góis, Jerónimo Osório ou as diversas relações italianas). Para esclarecimentos complementares sobre o problema das edições das fontes de ambas as viagens de Vasco da Gama, remetemos para a obra de Luís Adão da Fonseca, que apresenta uma excelente resenha bibliográfica acerca desta questão.

Paulo Jorge de Sousa Pinto e Ana Fernandes Pinto. “Vasco da Gama na História e na Literatura – Ensaio Bibliográfico” In Mare Liberum, nº 16, Dezembro 1998, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, pp. 135-174