Cerca de 100 quilómetros depois, com os ventos alísios de nordeste, a esquadra de Cabral rumou a oeste, em direcção ao arquipélago de Cabo Verde, a cerca de 600 quilómetros da costa africana, tendo a ilha de São Nicolau sido avistada a 22 de Março.

No dia seguinte, a nau capitaneada por Vasco de Ataíde desapareceu, sem que, aparentemente, houvesse condições meteorológicas que o pudessem justificar («sem aí haver tempo forte nem contrário para poder ser»), tendo as diligências para a localizar, realizadas durante dois dias, sido infrutíferas. Era o primeiro de uma série de alguns naufrágios da expedição.

Retomando viagem, a esquadra iniciaria, entre 29 e 30 de Março – localizando-se a cerca de 5º N – a passagem pela zona de calmarias equatoriais, em que os navios podiam ficar praticamente imobilizados durante mais de um mês.

Aí ficariam retidos durante cerca de 10 dias, até que, possivelmente a 9 de Abril, precisamente um mês após a partida de Lisboa, cruzariam a linha do Equador.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000