IV – Vasco da Gama e Os Lusíadas

Não poderia estar ausente, num trabalho deste tipo, um capítulo dedicado aos trabalhos sobre Vasco da Gama e Luís de Camões, incluindo desde ensaios de Literatura a pequenos volumes contendo excertos de Os Lusíadas, num total de apenas 20 títulos. Curioso e particularmente interessante, embora não devesse, em rigor, estar aqui incluído, é a paródia à epopeia camoniana da autoria de J. Scarron (certamente um pseudónimo), chamada de Les Lusiades travesties: parodie en vers burlesques, grotesques et sérieux: voyage maritime et pédestre du grrrand [sic] portugais Vasco de Gama. Apesar de escrita em Francês, a obra foi impressa no Porto, em 1883. Eis o início: “Je chante le héros d’un tout petit pays,/ Les trois petits bateaux, où pressés, réunis,/ Sont cent quarante huit, serrés comme sardines,/ Mais tous forts et nervoux, pouvous de bonnes mines.”

Paulo Jorge de Sousa Pinto e Ana Fernandes Pinto. “Vasco da Gama na História e na Literatura – Ensaio Bibliográfico” In Mare Liberum, nº 16, Dezembro 1998, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, pp. 135-174