A primeira tentativa de estabelecer diálogo, por intermédio do envio de um batel, com Nicolau Coelho e Gaspar da Gama (o “judeu da Índia”, que falava árabe, assim como os dialectos hindus), assim como um grumete da Guiné e um escravo de Angola – representando os três continentes até então conhecidos e dominando seis idiomas diferentes – revelar-se-ia infrutífera, devido ao ruído do mar agitado e da rebentação («não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa»).

Desse breve e fugidio contacto restava, não obstante, e desde logo, a novidade, para os portugueses, da visão daqueles homens «pardos, todos nus, sem nenhuma coisa que lhes cobrisse suas vergonhas».

Quando o bote em que se fazia transportar a “comitiva exploratória” tocou no fundo de areia, os nativos (dezoito a vinte homens) de imediato se aproximaram, «todos rijamente, trazendo nas mãos arcos e setas».

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000