Nicolau Coelho dar-lhes-ia instrução para que baixassem os arcos, estabelecendo – para os cativar e manifestar as suas boas intenções – a primeira troca, ao atirar-lhes um barrete vermelho, um sombreiro preto e a carapuça que usava; recebendo dos indígenas um sombreiro «de penas de ave», assim como um colar de contas brancas.

Assim se dava origem ao início do que se tornaria numa aliança de cerca de sete décadas entre os povos lusitano e da tribo Tupiniquim, que em número total de cerca de 85 000, ocupavam o litoral brasileiro, concentrados no sul da Baía e no litoral norte de São Paulo.

Entretanto, na noite de 23 de Abril, uma forte ventania faria afastar os navios portugueses, compelidos a apontar a Norte, visando encontrar uma zona abrigada para ancorar.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000

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