Seguindo não muito longe da costa, mas afastando-se dos recifes do Itacolomi (frente à ponta Corumbaú), passariam as falésias de Trancoso e de Porto Seguro.

Após terem percorrido cerca de dez léguas, chegariam então à que viria a ser denominada como “Baía Cabrália”, «um arrecife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada», onde fundearam no final do dia 24 de Abril.

O primeiro encontro efectivo com os indígenas seria então protagonizado pelo piloto Afonso Lopes, que, embarcado num esquife, saíra com a missão de sondar o porto, deparando com dois índios que pescavam, os quais capturou, conduzindo-os a bordo da nau capitânia, onde foram recebidos em festa, conforme meticulosamente descrito por Pêro Vaz de Caminha, sendo-lhes exibidos sucessivamente um papagaio, uma ovelha, uma galinha, pão e peixe cozido, mel e passas de figo… para acabarem por se “encantar” com um mero rosário de contas brancas.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000