Nos dias seguintes, ao mesmo tempo que era erigida uma grande cruz, em madeira, destinada a ser facilmente visualizada por futuras expedições, sinalizando o local, colocada na proximidade da foz do rio Mutari, procedeu-se ao reabastecimento de água e aprovisionamento de lenha, enquanto a carga da naveta – a enviar de regresso a Lisboa, comandada por Gaspar de Lemos, com o envio ao Rei, para além da famosa carta, de papagaios, araras, arcos e flechas, cocares e pedras de reduzido valor, assim como do primeiro pau-brasil a chegar à Europa – foi transferida para as restantes embarcações.

No último dia do mês de Abril, quinta-feira, dia 30, os navegantes portugueses haviam novamente deparado com uma pequena multidão, de cerca de 400 a 500 nativos, agora já desarmados, e dispostos a ajudar, ao mesmo tempo que dançavam ao som de um tamborim.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Os Descobrimentos Portugueses”, de Luís de Albuquerque, edição das Selecções do Reader’s Digest, 1985
– “O Achamento da Terra de Vera Cruz”, de Jorge Couto, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, número 8, Janeiro-Março de 2000