Carreira da Índia” foi a designação atribuída à ligação marítima entre Lisboa e os portos da Índia (Cochim e Goa), a qual – após a viagem precursora de Vasco da Gama em 1497/1498 – perdurou durante mais de três séculos (até à centúria de 1800), constituindo-se na maior e mais prolongada rota de navegação à vela.

A pretexto desta extraordinária rota veleira – exclusivo português durante cerca de 100 anos, até à primeira expedição neerlandesa de 1595 –, o blogue Carreira da Índia pretende “reviver” um pouco da História dos Descobrimentos, a par da recuperação de algumas páginas da chamada “Literatura de Viagens”.

Pode consultar os artigos publicados, com base numa organização por categoria temática:

500 anos achamento Brasil (24)        O Achamento do Brasil (5)
A Viagem (11)                         O Índio do Brasil na Literatura (14)
Antecedentes (63)                     O Esmeraldo de Situ Orbis (1)
Auto da Índia – Gil Vicente (18)      O Segredo da Índia (10)
Autores (117)                         Os anos da tormenta – Macau (8)
Carta Pêro Vaz de Caminha (17)        Os Lusíadas – Camões (56)
Crónica Guiné–Gomes Eanes Zurara (6)  Peregrinação-Fernão M.Pinto (26)
Décadas da Ásia – João de Barros (26) Portuguese Discoverers (45)
Descoberta do Brasil (20)             Preste João das Índias (16)
Diário Nau S.Martinho–G.Reimão (185)  Protagonistas (475)
Enquadramento (38)                    Protagonistas – Brasil (181)
Era uma vez… Portugal (39)            Reino do Tibet (10)
Expo98 (170)                          Relação Náos e Armadas India (52)
Fundação Rio Janeiro (6)              Roteiro Índia - Álvaro Velho (37)
Geral (118)                           Suma Oriental - Tomé Pires (6)
História (40)                         Tratado das Cousas da China (14)
Imagens (162)                         Tratado de Tordesilhas (18)
Itinerário – António Tenreiro (8)     Uraçá O Índio Branco (19)
Japão – Luís de Fróis (10)            Vasco Gama na Hist.e Literatura (20)
Malaca: Uma encruzilhada de rotas e culturas (12)
Mensagem – Fernando Pessoa (10)       Viagens Pêro Covilhã (23)

É também possível consultar os arquivos, organizados de forma cronológica:

Janeiro 2007 (97)         Janeiro 2008 (52)         Janeiro 2009 (45)
Fevereiro 2007 (76)       Fevereiro 2008 (46)       Fevereiro 2009 (32)
Março 2007 (63)           Março 2008 (88)           Março 2009 (39)
Abril 2007 (78)           Abril 2008 (91)           Abril 2009 (44)
Maio 2007 (99)            Maio 2008 (74)            Maio 2009 (40)
Junho 2007 (111)          Junho 2008 (41)           Junho 2009 (22)
Julho 2007 (98)           Julho 2008 (37)           Julho 2009 (25)
Agosto 2007 (57)          Agosto 2008 (21)          Agosto 2009 (22)
Setembro 2007 (88)        Setembro 2008 (24)        Setembro 2009 (26)
Outubro 2007 (57)         Outubro 2008 (29)         Outubro 2009 (26)
Novembro 2007 (58)        Novembro 2008 (30)        Novembro 2009 (23)
Dezembro 2007 (46)        Dezembro 2008 (25)        Dezembro 2009 (42)

Por aqui são apresentadas algumas notas de enquadramento e sobre os antecedentes da grande epopeia marítima dos Descobrimentos, em paralelo com o desfilar dos protagonistas da História e da relação das viagens à India efectuadas até meados do século XVI (1547).

E, “dando a palavra aos heróis” dessa esplêndida aventura, excertos dos seus “Diários de Viagem” (Roteiros e Diários de Bordo), procurando beneficiar também da vertente diarística facultada pelo formato de publicação “blogue”:

– desde o “Roteiro da Índia (ou “Roteiro da Viagem que em Descobrimento da Índia pelo Cabo da Boa Esperança fez D. Vasco da Gama em 1497″), diário de bordo da viagem inaugural, atribuído a Álvaro Velho (tripulante dessa comitiva), publicado em 1838;

– passando pela famosa “Carta a D. Manuel sobre o Descobrimento do Brasil, de Pêro Vaz de Caminha, relatando o “achamento” do Brasil, em 1500;

– ou pelo relato de uma das últimas viagens do século XVI, no centenário da expedição pioneira, numa narrativa do que alcançou o lugar de piloto-mor do Reino, Gaspar Ferreira Reimão (“Diário da navegação da Nau São Martinho, em viagem para a Índia, no ano de 1597).

Sem esquecer a referência a outros autores – também “testemunhas oculares”, na generalidade –, e com espaço para, “abrindo horizontes”, para além da estrita “Carreira da Índia”, viajar até ao Médio e Extremo Oriente, Africa Oriental e Asia Central, nomeadamente com:

Gomes Eanes de Zurara (“Crónica da Guiné, de 1453);

Duarte Pacheco Pereira (numa descrição factual da exploração da costa africana pelos navegadores portugueses, em “O Esmeraldo de Situ Orbis, alegadamente escrito entre 1505 e 1508);

Gil Vicente, considerado o “pai do teatro” em Portugal, com o “Auto da Índia“, de 1509;

Frei Tomé Pires (sobre o Reino da Pérsia, em “Suma Oriental, um “tratado” de geografia, escrito entre 1511 e 1516);

D. João de Castro (“O Roteiro do Mar Roxo”, ou “Roteiro que fez Dom Joam de Castro da Viagem que Fezeram os portugueses Desda Índia atee Soez”, de 1540, incluindo diversas tábuas e esboços topográficos, ilustrando as descrições geográficas do texto);

Padre Francisco Alvares (As Terras do Preste João, na “Verdadeira Informação do Preste João das Índias, de 1540);

João de Barros (considerado o primeiro grande historiador português, nas “Décadas da Ásia, publicadas em 1552, 1553 e 1563);

António Tenreiro (relatando uma viagem da Índia para Portugal, feita por terra em 1529, num texto escrito em 1560: “Itinerário);

Frei Gaspar da Cruz (o “Império do Meio”, no “Tratado das Cousas da China, cerca de 1570):

Luís de Fróis (sobre o Japão, em “Contradições dos Costumes entre a Gente da Europa e a Província Japão, de 1585);

Padre António de Andrade (“O Novo Descobrimento do Gram Cathayo, ou Reino do Tibet, de 1626);

Fernão Mendes Pinto (escrevendo com base nas suas aventuras e desventuras no Oriente, de 1537 a 1558, em “A Peregrinação, o livro de viagens mais famoso da literatura portuguesa, publicado em 1614, mas escrito por volta de 1570);

Luís de Camões e o poema épico por excelência, “Os Lusíadas“.

Convido-o a acompanhar-me nestas deslumbrantes viagens!