Governador da Índia (século XVI), era filho de Cristóvão de Sousa Coutinho, senhor de Baião, e de D. Maria de Albuquerque. Combateu na Índia desde muito jovem, vindo a destacar-se como governador de Ceilão, onde resistiu corajosamente aos ataques do Raju. Em 1588, pouco depois de ser nomeado capitão de Malaca, recebeu o governo da Índia, por morte do vice-rei D. Duarte de Meneses. Dos três anos da sua administração, destaca-se sobretudo o envio de uma armada à costa oriental da África para restabelecer o domínio português. Em causa estava a ameaça do chefe mouro Mir Ali Bei, que, fortemente defendido com as suas tropas em Mombaça, tomara já várias cidades na região. Comandada por Tomé de Sousa Coutinho, irmão do governador, a armada partiu de Goa no início de 1589, conseguindo restabelecer a soberania portuguesa nas ilhas de Lamo e em Pemba. Mir Ali Bei foi capturado e trazido para Portugal, onde se terá convertido ao catolicismo. Substituído no cargo por Matias de Albuquerque, em 1591, viria a falecer com a sua mulher num naufrágio, durante a viagem de regresso ao continente.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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