Militar (Lisboa, 1548 – Alcácer Quibir, 4 de Agosto de 1578). Irmão do fidalgo Álvaro Pires de Távora, acompanhou o pai, Lourenço Pires de Távora, numa missão diplomática a Roma (1559) e nas lutas em Tânger (1564), onde se destacou como cavaleiro. Mais tarde, tornou-se valido de D. Sebastião, acompanhando o jovem monarca na jornada de 1573 por terras do Alentejo e do Algarve, na primeira ida ao Norte de África (1574) e na Conferência de Guadalupe (1576), aquando do encontro do rei português com Filipe II de Espanha. Já conhecido pela bravura e destreza, membro da nobreza de estirpe tão necessária aos projectos de D. Sebastião em Marrocos, ainda em 1574 foi nomeado estribeiro-mor, dois anos depois conselheiro de Estado e, finalmente, camareiro-mor do rei. Em 1577, foi uma das vozes que tentaram dissuadir o Desejado de fazer a expedição a Marrocos, mas no ano seguinte lutou em Alcácer Quibir, onde, quando já era certo o desastre, ainda tentou que D. Sebastião se rendesse.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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